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Tragédia: Leandro morre em serviço na Alumar dois dias após denúncia de sindicato

Leandro dos Santos Viana morreu em um acidente de trabalho dentro da Alumar; o caso é apontado pelo Sindmetal como mais um alerta sobre as condições de segurança na empresa: “um fato inaceitável”. (Imagem: Sindmetal)

O trabalhador eletricista Leandro dos Santos Viana, de 42 anos, funcionário da Alumar, conhecido como Chocolate, morreu na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, enquanto desempenhava suas atividades profissionais na empresa.

Dois dias antes da morte de Leandro, na segunda-feira, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Maranhão havia denunciado ao programa Dedo de Prosa, da Agência Tambor, os riscos à segurança e pressão por produção dentro da Alumar.

[Veja a entrevista na íntegra ao final desta matéria.]

Modo de produção que mata seus trabalhadores

Diante do trágico ocorrido, o Sindicato dos Metalúrgicos (Sindmetal/MA) afirmou que “a Alumar tem um modo de produção que mata seus trabalhadores”. A afirmação foi feita pelo presidente da entidade, Gerson Silva, mais conhecido como Gersão.

Segundo uma apuração inicial da Agência Tambor, Leandro morreu a partir de um curto-circuito, o chamado arco voltaico, uma descarga elétrica potente que teria lhe atingido.

O trágico acidente envolvendo Leandro dos Santos Viana, recebido por nós da classe trabalhadora como algo inaceitável, reforça as gravíssimas denúncias que vêm sendo feitas pelo Sindmetal, sobre a falta de segurança no trabalho.

Neste caso específico, ocorrido no dia 16 de setembro, o Sindmetal/MA afirma explicitamente que a Alumar teria “responsabilidade pela morte”. O sindicato diz que a empresa precisa adotar um Programa de Gerenciamento de Risco.

Antes da morte de Leandro

O Sindmetal/MA também afirma que haveria uma cobrança por produção, feita por supervisores vindos de outros estados, que não conhecem a realidade local e que estaria expondo ainda mais os trabalhadores da Alumar.

As denúncias que o Sindmetal/MA tem feito contra a Alumar e levado a público por meio de seus próprios canais de comunicação são gravíssimas, tratando do agravamento das relações de trabalho, cobrando exatamente providências em relação à segurança, saúde, direitos trabalhistas e casos de assédio.

Modo de produção da Alumar é associado a morte dos pessoas que trabalham na empresa. (Imagem: Reprodução Alcoa)

Dias antes da morte de Leandro, o Sindmetal/MA já estava intensificando os enfrentamentos com a Alumar/Alcoa diante do que considera “um grave processo de deterioração das relações de trabalho dentro da empresa”.

A atual postura da direção da Alumar levou a entidade a solicitar mediação junto ao Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA).

O outro lado

A Agência Tambor entrou em contato com a Alumar/Alcoa, por e-mail e WhatsApp, para solicitar esclarecimentos sobre todas as informações e afirmações contidas nesta matéria.

Em resposta, a empresa enviou a seguinte nota:

Resposta da Alumar: Em 16 de setembro de 2026, um funcionário foi encontrado inconsciente na redução da Alumar. Ele foi imediatamente encaminhado ao hospital para receber atendimento médico e, posteriormente, faleceu.
A Alcoa está profundamente entristecida com este acontecimento e expressa as mais sinceras condolências da empresa à família, aos amigos e aos colegas de trabalho do funcionário.
A Alcoa está trabalhando em conjunto com seus parceiros e as autoridades competentes para conduzir uma investigação e garantir que as medidas necessárias sejam tomadas para alcançar os mais altos padrões de saúde e segurança em toda a organização.

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