Praça Maria Aragão, no Centro de São Luís, recebe a 19ª Feira do Livro da cidade, que segue até 27 de setembro. (Imagem: William S.) A presença de 11 sebos na 19ª Feira do Livro de São Luís (FeliS) coloca em evidência um segmento que ajudou a construir a própria história do evento e mantém um papel importante na circulação de livros a preços mais acessíveis. Reunidos em um espaço específico na Praça Maria Aragão, os livreiros apostam no garimpo de títulos, na diversidade dos acervos e na aproximação de novos leitores.
A FeliS acontece de 18 a 27 de setembro, no Centro de São Luís, com entrada gratuita. Além da comercialização de livros, a programação reúne debates, oficinas, contações de histórias, seminários e atividades culturais. Para os sebos, no entanto, a participação vai além da venda durante os dez dias de evento.
Livros mais acessíveis
“O sebo democratiza a cultura com livros acessíveis. Estaremos na Praça Maria Aragão com 11 sebos parceiros esperando por você”, afirma o livreiro José Arteiro Muniz.
A possibilidade de encontrar livros usados, edições esgotadas, obras fora de catálogo e títulos com preços menores amplia as formas de acesso à leitura. Em uma feira marcada pela presença de diferentes públicos, os sebos também oferecem ao visitante uma experiência baseada na descoberta de obras que muitas vezes já não aparecem nas prateleiras das grandes livrarias.
Nesta edição, os 11 livreiros ocupam um espaço climatizado. A estrutura atende a uma reivindicação antiga e oferece melhores condições para quem pretende permanecer mais tempo entre os estandes e pesquisar os diferentes acervos.
Para José Arteiro, no entanto, a presença dos sebos também precisa ser compreendida pela relação histórica dos livreiros com a FeliS. Ele lembra que a feira nasceu de uma articulação do próprio setor, quando livreiros e editores criaram a Associação dos Livreiros e Editores do Maranhão (Alem) e participaram das primeiras iniciativas que deram origem ao evento.
Livreiros fazem parte da história da feira
“Somos a alma do evento, que inclusive nasceu da nossa união”, afirma Arteiro. Segundo ele, as primeiras edições mostraram a capacidade da feira de reunir público, livreiros e editoras e de movimentar tanto a vida cultural quanto a economia ligada ao livro em São Luís.
Na avaliação do livreiro, essa dimensão precisa continuar orientando o futuro da FeliS. “A FeliS é o coração cultural de São Luís. Ela deve ser um evento vibrante que forme leitores e impulsione nossa economia criativa, honrando a história da nossa ‘Atenas Brasileira’”, defende.

Arteiro argumenta ainda que uma feira literária forte depende de planejamento, divulgação e diversidade. Em artigo sobre a trajetória do evento, ele defende a participação de livreiros, editoras, autores e iniciativas de diferentes origens, sem que isso signifique reduzir o espaço reservado à produção e ao comércio local.
Nesse cenário, os sebos reivindicam um lugar que não seja apenas comercial. Ao oferecer livros mais baratos e manter obras novamente em circulação, esses espaços ajudam a prolongar a vida dos livros e podem aproximar da leitura pessoas que encontram no preço uma barreira.
A participação dos 11 sebos na FeliS recupera também uma parte da memória do próprio evento. Quase duas décadas depois da primeira edição, os livreiros que ajudaram a impulsionar a feira continuam ocupando seus estandes e defendendo uma ideia que atravessa a história da FeliS: ampliar o acesso ao livro e fazer da feira um espaço efetivo de formação de leitores.
Serviço
19ª Feira do Livro de São Luís (FeliS)
Quando: de 18 a 27 de setembro
Onde: Praça Maria Aragão, Centro de São Luís
Entrada: gratuita