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Fechamento de agências do Bradesco avança no Maranhão provocando protestos e danos sociais

Mesmo diante do lucro superior a R$ 24 bilhões em 2025, Bradesco mantém estratégia de fechamento agências e postos de atendimento no Maranhão. (Imagem: Rede Bradesco)

O fechamento de agências e postos de atendimento do Bradesco em cidades do interior do Maranhão tem provocado protestos, mobilização de autoridades e impacto direto no acesso da população a serviços bancários. A redução da rede física do banco atinge municípios inteiros, que passam a depender de deslocamentos para atendimento presencial.

A situação tem sido denunciada pelo Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), que acompanha o avanço da reestruturação em diferentes regiões do estado e alerta para seus efeitos econômicos e sociais.

“Quando o banco fecha, o comércio perde força, a cidade perde circulação econômica e os mais vulneráveis são os mais prejudicados”, afirmou a coordenadora do SEEB-MA, Lívia Morais, durante mobilização contra o fechamento do posto em Lagoa do Mato.

No município, o encerramento da unidade está previsto para o dia 17 de abril. Com isso, moradores precisarão se deslocar até Buriti Bravo para acessar serviços básicos, como saques, troca de cartões e atendimento presencial.

Ato público contra o fechamento do posto de atendimento do Bradesco em Lagoa do Mato: mobilização alertou também para o avanço dessa reestruturação em Paraibano, Guimarães e Lago dos Rodrigues. (Imagem: Seeb-MA)

A mobilização também ganhou força em Paraibano, onde um ato público reuniu bancários, moradores, lideranças políticas e representantes da sociedade civil em defesa da permanência da unidade. A manifestação ocorreu em frente ao posto de atendimento e evidenciou a articulação local contra a medida.

“A forte presença da comunidade e das autoridades mostra que Paraibano não aceita perder esse serviço. Essa luta é coletiva”, declarou o coordenador do sindicato, Cássio Valdenor.

Segundo o SEEB-MA, o avanço dos fechamentos ocorre mesmo diante de resultados financeiros expressivos do banco. Em 2025, o Bradesco registrou lucro superior a R$ 24 bilhões, enquanto mantém a política de redução de agências em todo o país. No Maranhão, mais de 60 unidades já foram encerradas.

A manifestação realizada, em frente ao posto de atendimento do Bradesco em Paraibano, reuniu bancárias, bancários, populares, lideranças políticas, autoridades locais. (Imagem: Seeb-MA)

Efeitos na rede bancária

O impacto do fechamento das agências não se limita às cidades diretamente atingidas. A redução da estrutura do Bradesco tem pressionado outras instituições, especialmente o Banco do Brasil, que passa a absorver a demanda sem ampliação de pessoal.

Em municípios como Vargem Grande, a concentração de atendimentos tem provocado filas, superlotação e aumento da carga de trabalho dos bancários, além de prejuízos à qualidade do serviço prestado à população.

“O problema é duplo: fechamentos no Bradesco e falta de funcionários no Banco do Brasil, que já opera no limite”, afirmou o coordenador-geral do SEEB-MA, Rodolfo Cutrim.

De acordo com o sindicato, já foram encaminhados ofícios à Superintendência do Banco do Brasil solicitando providências, mas não houve resposta efetiva para recomposição de pessoal.

Pressão por medidas

Diante do cenário, o SEEB-MA defende a realização urgente de concurso público no Banco do Brasil e o remanejamento de trabalhadores para regiões mais afetadas.

A entidade também cobra a aprovação do Projeto de Lei 5456/2025, apresentado com apoio da senadora Eliziane Gama, que busca limitar o fechamento indiscriminado de agências bancárias no país.

Enquanto isso, as mobilizações seguem no interior do Maranhão, reunindo trabalhadores, moradores e autoridades locais em defesa da manutenção dos serviços bancários presenciais.

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