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Bancários iniciam campanha salarial com pauta que vai além do reajuste

Além das reivindicações salariais, a campanha dos bancários defende concursos públicos, preservação dos empregos e um atendimento mais humano nas agências. (Imagem: Acervo Rede)

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA) lançou nesta quarta-feira (15) a Campanha Salarial 2026 no estado, com atos realizados em São Luís e Imperatriz. Durante a mobilização, dirigentes apresentaram à categoria as principais reivindicações da campanha e defenderam maior participação dos bancários nas negociações com o setor patronal.

Segundo o sindicato, a campanha vai além da discussão sobre reajuste salarial. A pauta inclui medidas voltadas à preservação dos empregos, combate às metas consideradas abusivas, enfrentamento do assédio moral e do adoecimento da categoria, além da defesa da realização de concursos públicos, da recuperação do poder de compra dos trabalhadores e do fim do fechamento de agências bancárias.

Pauta alternativa

As reivindicações apresentadas no Maranhão integram a pauta alternativa construída pela Federação Nacional dos Bancários (FNB), entregue no último dia 6 de julho à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo. A proposta foi apresentada por representantes do SEEB-MA, SEEB-RN e SEEB Bauru durante reunião com a entidade patronal.

Entre os principais pontos defendidos pela federação estão reajuste salarial de 53,58%, criação de um 14º salário, valorização dos pisos da categoria, fortalecimento dos auxílios, ampliação dos investimentos em saúde e melhores condições de trabalho.

De acordo com o coordenador-geral do SEEB-MA, Rodolfo Cutrim, a proposta busca recuperar perdas acumuladas ao longo dos anos e ampliar a valorização dos trabalhadores do setor financeiro.

“Os bancos seguem acumulando lucros bilionários, enquanto os bancários enfrentam perdas salariais, metas abusivas e adoecimento. Nossa pauta busca corrigir essa distorção e garantir uma negociação à altura da importância da categoria”, afirmou.

Segundo a Federação Nacional dos Bancários, o percentual reivindicado resulta da soma da reposição integral da inflação medida pelo INPC, das perdas salariais acumuladas desde julho de 1994 e de um índice baseado no crescimento dos ativos dos cinco maiores bancos do país.

Mobilização da categoria

Durante o lançamento da campanha, os dirigentes também reforçaram o chamado para ampliar a participação dos bancários nas mobilizações. Para o sindicato, a negociação continua sendo o caminho prioritário, mas a conquista de novos direitos depende do engajamento da categoria.

“O desafio não é apenas convencer os banqueiros a negociar, mas convencer os próprios bancários de que é possível voltar a lutar por mais direitos e novas conquistas”, disse Rodolfo Cutrim durante a atividade.

O sindicato lembra que a categoria não realiza uma greve nacional há cerca de dez anos. Segundo a entidade, caso as negociações não avancem, a paralisação poderá voltar a ser discutida como instrumento de pressão.

Defesa do emprego

Além das reivindicações econômicas, a campanha também incorpora propostas voltadas à manutenção da rede bancária. Entre elas está o Projeto de Lei nº 5.456/2025, elaborado, segundo o SEEB-MA, em parceria com a senadora Eliziane Gama, que pretende estabelecer regras para restringir o fechamento indiscriminado de agências bancárias no país.

De acordo com o sindicato, a medida busca preservar postos de trabalho e garantir o acesso da população aos serviços bancários, especialmente em municípios onde o encerramento das atividades reduz a oferta de atendimento presencial.

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