A proposta da mineradora foi considerada “vergonhosa e indecente” pelo Sindicato (Imagem: Acervo Vale SA) Com lucro de US$ 2,8 bilhões no terceiro trimestre de 2025, a Vale S.A., uma das maiores mineradoras do mundo, enfrenta resistência dos trabalhadores e trabalhadoras, que rejeitaram, com indignação, a proposta de reajuste apresentada pela empresa nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho deste ano.
A proposta da mineradora oferecia apenas 80% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) nos salários e 0% de reajuste no Cartão Alimentação, mantido em R$ 1.000,00. Para o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias do Maranhão, Pará e Tocantins (STEFEM), a medida representa um arrocho salarial inaceitável, que desrespeita o poder de compra dos trabalhadores e ignora o aumento do custo de vida.
O INPC tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada.
O STEFEM classificou a proposta como “vergonhosa e indecente”, denunciando que a Vale se nega a repassar integralmente a inflação do período e a reconhecer o esforço dos ferroviários, responsáveis por garantir o funcionamento de um dos principais sistemas logísticos do país.
Durante a mesa de negociação, a proposta foi rejeitada imediatamente, sob repúdio da categoria. O sindicato reafirmou que não aceitará nenhum acordo que reduza o valor real dos salários ou dos benefícios e destacou que outras empresas do setor vêm garantindo ganhos reais em suas negociações, o que evidencia o retrocesso da posição adotada pela Vale.
“Essa proposta é indecente e demonstra o total desrespeito da Vale com seus trabalhadores. O STEFEM continuará firme na luta por valorização e justiça salarial”, declarou o presidente Washington Nascimento.
O sindicato convocou os trabalhadores e trabalhadoras a manterem-se mobilizados e preparados para novos atos e assembleias, até que uma proposta digna e compatível com as necessidades da categoria seja apresentada pela empresa