A decisão foi tomada por quase a totalidade dos votos em Assembleia Geral das trabalhadoras e trabalhadores. (Imagem: Urbanitários) Os trabalhadores e trabalhadoras da Equatorial Maranhão exigem respeito. Em Assembleia Geral realizada no dia 5 de novembro, a segunda contraproposta apresentada pela empresa durante a campanha salarial de 2025 foi amplamente rejeitada. A decisão foi tomada por quase a totalidade dos votos em encontros simultâneos realizados nas cidades de São Luís, Bacabal, Imperatriz e Pinheiro.
De acordo com o Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIU-MA), a proposta da empresa foi considerada “indecente”, pois não garante sequer a reposição integral da inflação do período, apesar dos lucros bilionários acumulados pela Equatorial ao longo do ano.
A contraproposta rejeitada foi apresentada após três reuniões entre o sindicato e a empresa, e previa, entre outros pontos, reajuste salarial de 80% do INPC, auxílio-alimentação reajustado em 100% do índice e manutenção do vale natalino no valor de R$ 1.860,27. Mesmo com avanços pontuais em relação à proposta anterior, o sindicato classificou o resultado das negociações como insuficiente e desrespeitoso com a categoria.

O STIU-MA destacou que, enquanto a empresa mantém crescimento expressivo nos lucros, impulsionado pelo reajuste tarifário de cerca de 18% concedido pela ANEEL em agosto, os trabalhadores continuam sem ter reconhecida a perda inflacionária e sem avanços reais nas cláusulas econômicas do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
O sindicato também lembrou que a Equatorial Energia reportou lucro líquido ajustado de R$ 614 milhões apenas no segundo trimestre de 2025, um crescimento de mais de 30% em relação ao ano anterior — o que, segundo a entidade, torna injustificável a resistência da empresa em valorizar seus empregados.
Após a rejeição, o STIU-MA informou que retornará à mesa de negociação para buscar uma proposta que garanta reposição integral da inflação e reconhecimento da força de trabalho que sustenta os resultados da Equatorial no Maranhão.
“A empresa precisa respeitar os trabalhadores e trabalhadoras que garantem seus lucros diários. É hora de apresentar uma proposta digna e à altura do esforço de quem faz a energia chegar a todo o estado”, reforçou o sindicato em nota.