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Resex Tauá Mirim Já: comunidades reafirmam desejo pela decretação do Pulmão de São Luís

Maioria esmagadora dos presentes na audiência foi a favor da criação da unidade de conservação em São Luís, a Reserva Extrativista de Tauá-Mirim (Foto: João Victor Barbosa | Comunicador popular)

“Foi o momento mais importante, até aqui, para a decretação da Resex Tauá Mirim na região de São Luís.”

A afirmação foi feita por Daniel Castro, coordenador do setor de Criação de Unidades de Conservação do ICMBio, órgão do Governo Federal responsável pela criação de reservas extrativistas.

A fala de Daniel Castro, ao definir a Resex Tauá Mirim como “o pulmão de São Luís”, ocorreu durante a Consulta Pública para a decretação da unidade de conservação na Ilha de São Luís.

O evento foi convocado pelo próprio ICMBio e ocorreu no dia 17 de abril, no Cineteatro do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), no bairro Monte Castelo.

O auditório do cineteatro estava lotado, com as liderançaa das comunidades no local. Mais de 98% dos presentes se manifestaram a favor do decreto de criação da reserva.

A Lei Federal que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza assegura “a participação efetiva das populações locais na criação, implantação e gestão das unidades de conservação” (Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000).

No caso da Resex Tauá Mirim, o pedido das próprias comunidades ocorre há mais de 20 anos.

Fake news dos empresários

As empresas poluentes, contrárias à Resex, tiveram pouquíssimos representantes na audiência pública realizada no IFMA.

Além da conhecida tentativa de aliciar moradores, optaram por promover o “debate” por meio de lobbies e matérias na mídia conservadora do Maranhão, com apoio de deputados negacionistas alinhados à extrema direita.

O deputado federal Pedro Lucas (União Brasil), que falou em “preocupação” nas redes sociais com a possível criação da reserva, não compareceu à audiência.

No final da audiência, com o auditório mais vazio, um representante das empresas poluentes fez uma encenação histérica e tentou criar um tumulto para gerar imagens para as redes sociais.

O discurso das empresas é baseado em mentiras e negacionismo, que vêm sendo reproduzidos por seus aliados.

O próprio ICMBio esclareceu essas informações, citando nominalmente a existência das chamadas fake news.

Ainda sobre o interesse das empresas, o representante do governo federal, Daniel Castro, afirmou que “não há indústria na área da Resex”.

Máxima presente!

Uma foto de Dona Máxima Pires, importante líder comunitária do Rio dos Cachorros — região onde a reserva está prevista para ser decretada — foi colocada em frente à mesa que conduziu os trabalhos.

Bomenágem a Dona Máxina Pirea provocou emoção (Foto: Luana Appel dos Santos
GEDMMA | UFMA)

A homenágem provocou emoção. Ela faleceu em 2023, devido a problemas respiratórios pulmonares, vivendo em uma região massacrada pela poluição, a partir da queima de carvão mineral.

Máxima Pires esteve, desde o início, na luta pela criação da reserva extrativista. A assinatura do decreto será também uma homenagem à sua luta e memória.

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