Os dezessete vereadores de São Luís estão sendo denunciados publicamente pela sociedade. A lei é um atentado contra a vida na Ilha. A Ilha de São Luís enfrenta hoje um dos maiores ataques à sua sustentabilidade e à qualidade de vida de sua população.
As consequências de uma lei aprovada em setembro na Câmara Municipal de São Luís serão devastadoras: desabastecimento de água, proliferação de doenças, agravamento da poluição e das enchentes, caos no trânsito, aumento do calor e destruição direta da pesca, da agricultura familiar e de áreas de preservação ambiental, que são fundamentais para a nossa vida.
Contra o interesse coletivo dos habitantes de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar, dezessete vereadores de São Luís garantiram a aprovação da nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo.
Esta lei foi vetada integralmente pela prefeita de São Luís, Esmênia Miranda (PSD). Contudo, no último dia 27 de outubro, o grupo de 17 vereadores — agora chamados publicamente de inimigos do povo — derrubou o veto e promulgou a lei.
Esta nova Lei de Zoneamento, Uso e Ocupação do Solo será questionada na Justiça por conter vícios e ilegalidades flagrantes. O Movimento de Defesa da Ilha já acionou o Ministério Público Estadual.
Consideramos criminosa a iniciativa dos vereadores, levando em conta sua motivação, os terríveis impactos sociais e ambientais, além de ser um ato contrário ao Direito.
O texto aprovado pelos vereadores inimigos do povo atende a interesses financeiros de grandes empresários de fora do estado, priorizando o lucro de poucos em detrimento da vida e do futuro de quem habita a Ilha de São Luís.
O escândalo movido a dinheiro vem ganhando enorme visibilidade, e o Movimento de Defesa da Ilha vai intensificar as mobilizações.
O fato concreto é que a Ilha de São Luís pede socorro! Como disse o poeta, os piratas não param de chegar…