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Desmoronamento em São Luís: moradores do Anil pedem socorro

O desmoronamento ocorreu no dia 14 de janeiro de 2025, após fortes chuvas,

Há mais de um ano, sete famílias do bairro do Anil, em São Luís, vivem entre o medo e a incerteza após o desmoronamento de uma galeria subterrânea às margens do Rio Jaguarema. Com imóveis interditados e quintais destruídos, os moradores cobram da Prefeitura a reconstrução da estrutura de drenagem, que, segundo eles, atende ao escoamento de águas de uma via pública da região.

“Eu fui acordado na madrugada com o meu quintal desaparecendo”, relata o morador Paulo César Campelo em entrevista concedida ao programa Dedo de Prosa, da Agência Tambor.

[Veja na integra a entrevista de Paulo César ao final desta matéria.]

Segundo o morador, o desmoronamento ocorreu no dia 14 de janeiro de 2025, após fortes chuvas. “De 14 para 15, o meu quintal inteiro sumiu. No dia seguinte, o da casa ao lado começou a desmoronar também.”

De acordo com Paulo, a existência da galeria era desconhecida pelos proprietários. As sete casas, construídas no mesmo padrão, têm áreas de serviço e lazer nos fundos — justamente onde a estrutura cedeu. A Defesa Civil esteve no local, isolou a área e, posteriormente, interditou os imóveis diante do risco.

A Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) realizou a demolição dos quintais das casas atingidas, como medida preventiva. “A promessa era demolir, avaliar a estrutura e reconstruir a galeria. Mas isso nunca aconteceu”, afirma o morador. Ele diz que as propostas apresentadas posteriormente seriam apenas paliativas, como a reconstrução da tampa da galeria, o que foi recusado pelas famílias.

Os moradores defendem que uma nova galeria seja construída fora dos limites dos terrenos. “Essa drenagem não atende só às nossas casas. Ela recebe água da Avenida Santos Dumont. Drenagem pública é responsabilidade da prefeitura, não é privada”, sustenta Paulo.

Fora de suas casas

Sem poder retornar às residências, parte das famílias precisou buscar alternativas. Paulo alugou um imóvel próximo, o que impactou o orçamento familiar. Uma vizinha, grávida à época do desmoronamento, deixou a casa às pressas por orientação médica. “Foi um período muito traumático. Graças a Deus, o bebê nasceu bem e está prestes a completar um ano”, conta.

Outras famílias permanecem nos imóveis interditados por falta de condições financeiras para sair. Além do risco estrutural, os moradores relatam insegurança. “Casas foram invadidas e saqueadas. Teve morador que saiu e levaram tudo: televisão, móveis. Nossos imóveis ficaram expostos”, denuncia.

A Defesa Civil esteve no local, isolou a área e interditou os imóveis diante do risco: moradores são obrigados a deixar a sua casa por segurança.

Segundo Paulo, os moradores procuraram a Semosp, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Câmara de Vereadores e formalizaram denúncia no Ministério Público. Ele afirma que houve tentativas de atribuir às famílias a responsabilidade pela situação, sob alegação de irregularidade dos imóveis — o que, de acordo com laudos apresentados, não procede. “Nossos imóveis são financiados e regulares. Não estamos em área de APP”, diz.

“Não queremos favor. Queremos que a prefeitura cumpra a obrigação dela e apresente um plano de reconstrução”, reforça. Para ele, o sentimento é de descaso. “É ignorar e ainda tentar imputar culpa às famílias.”

A Agência Tambor entrou em contato com a Prefeitura de São Luís para solicitar posicionamento sobre as denúncias e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação dos órgãos citados a matéria será atualizada assim que tiver um resposta.

Assista a entrevista completa de Paulo César Campelo, morador do bairro do Anil, sobre o desmoronamento das residências no programa Dedo de Prosa será disponibilizado.

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