De menina a idosa, Flávio Bolsonaro não poupa ninguém. Ataque a Maria Aragão, Marielle e Ana Clara expõe padrão de enorme violência. O julgamento do policial militar que assassinou Ana Clara, uma menina de cinco anos, do Rio de Janeiro, estava previsto para ontem, 21 de outubro de 2026.
O julgamento não aconteceu porque o senador Flávio Bolsonaro está atuando em favor do assassino e conseguiu, para desespero da mãe de Ana Clara, adiar o julgamento para o próximo ano.
Para esse mesmo dia, 21 de outubro, Flávio Bolsonaro anunciou que viria a São Luís do Maranhão para fazer campanha eleitoral. Mas não veio.
Há um ditado popular brasileiro que sentencia: “Quando o diabo não vem, manda o secretário”. Esse ditado se encaixa perfeitamente no episódio do cancelamento da vinda de Flávio Bolsonaro a São Luís.
Maria torturada
Além de pedir votos e produzir imagens ao lado de extremistas de direita na capital maranhense, Flávio Bolsonaro e seu grupo tinham uma maldade planejada.
O miliciano, amigo de Daniel Vorcaro e Adriano Nóbrega (entre outros ladrões e assassinos), queria afrontar a memória da médica maranhense Maria Aragão, mulher negra que foi presa, espancada e torturada pela ditadura implantada no Brasil em 1964.
Defensor da ditadura e da tortura, o sádico Flávio marcou a concentração de seu grupo justamente no memorial dedicado a Maria Aragão, numa tentativa covarde de agredir, afrontar e humilhar sua memória.
Não deu certo
Após ser alvo de denúncias e manifestações de dezenas de organizações sociais, Flávio Bolsonaro cancelou sua vinda a São Luís. Não teve coragem de enfrentar, ele mesmo, a memória de Maria Aragão.

Ao mesmo tempo, porém, manteve o ato de campanha no mesmo local e intensificou a mobilização — uma estratégia que, na prática, contribuiu para acirrar os ânimos dos seus extremistas, movidos a ódio.
Para representá-lo nessa tentativa frustrada de afrontar a memória de Maria Aragão, Flávio Bolsonaro enviou a São Luís uma catita, o secretário do diabo: um deputado federal do PL, também enrolado em negociatas com o empresário Daniel Vorcaro.
Degenerado moral
Quando se trata de violência e ódio contra mulheres, não existe coincidência em relação a Flávio Bolsonaro.
A tentativa covarde e frustrada de agredir a memória de Maria tem a mesma natureza criminosa da defesa do assassino de Ana Clara.

É o mesmo Flávio que, na condição de parlamentar, foi o único deputado estadual do Rio de Janeiro que votou contra o aumento da licença-maternidade para as servidoras públicas.
É o mesmo Flávio que, comprovadamente, deu dinheiro, via emenda parlamentar, para os assassinos de Marielle Franco.
É o mesmo Flávio que cultua a memória de Ustra, um homem que torturou grávidas e crianças, meninas iguais a Ana Clara.
Quando tratarmos da eleição de 2026, falamos sobre isso, sobre a dor de milhões de mulheres brasileiras, sobre o sangue de Maria Aragão, Ana Clara e Marielle Franco e sobre a imensurável perversidade de Flávio Bolsonaro, um degenerado moral.