Professores, estudantes e integrantes da comunidade universitária se mobilizam em apoio à reeleição de Lula e em defesa da educação pública e da democracia. (Imagem: Reprodução Apruma) A Associação dos Professores da Universidade Federal do Maranhão (Apruma) participou das mobilizações em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que reuniram estudantes, docentes, técnicos e integrantes da comunidade acadêmica da UFMA e levaram apoiadores às ruas de São Luís.
As manifestações ocorreram em meio a ações movidas pela campanha de Flávio Bolsonaro e pelo Partido Novo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam restringir e censurar manifestações políticas de sindicatos, entidades estudantis e movimentos sociais durante a campanha presidencial.
Para o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), ao qual a Apruma é vinculada, as iniciativas representam uma tentativa de censura e um ataque à liberdade de expressão, à autonomia sindical e ao direito de organização.
Os atos reforçaram a defesa da universidade pública, da democracia e da liberdade sindical na reta final da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
Da universidade às ruas de São Luís
Na Universidade Federal do Maranhão, estudantes, professores, técnicos e integrantes da comunidade atenderam à convocação do movimento estudantil para um ato em apoio a Lula. A mobilização reuniu diferentes segmentos da instituição em torno da defesa da educação pública, gratuita e de qualidade.
“A UFMA mostrou que a defesa da Universidade Pública, gratuita e de qualidade passa pela reeleição de Lula, 13!”, destacou uma das publicações de apoio à mobilização nas redes sociais.

A participação da Apruma também marcou a caminhada de apoio ao presidente realizada na terça-feira (20), no Centro Histórico de São Luís. Antes da manifestação, a entidade convocou apoiadores para um café da manhã em sua sede, localizada na Rua do Egito, nº 207, no Centro, como espaço de diálogo e mobilização.
A concentração na sede da Apruma estava marcada para as 7h30. Após o encontro, os participantes seguiriam para o Largo do Carmo, onde ocorreu o ato com Lula, cinco dias antes da votação do segundo turno, marcada para domingo (25).
Liberdade sindical em disputa
Além do apoio eleitoral, as manifestações ocorreram em um momento de preocupação das entidades docentes com as tentativas de restringir a atuação política de sindicatos e movimentos sociais.
Diante das ofensivas judiciais, as entidades docentes reagiram e denunciaram publicamente as tentativas de silenciar sindicatos e movimentos sociais.
Em comunicado divulgado em 16 de outubro, o ANDES-SN repudiou as iniciativas apresentadas ao TSE pela campanha de Flávio Bolsonaro e pelo Partido Novo e reafirmou o direito dos trabalhadores de se organizar e participar do debate político.
“A liberdade sindical e a democracia estão em jogo!”, afirmou o sindicato nacional, ao denunciar o que considera tentativas de constranger a atuação de organizações que se posicionam contra a extrema direita.
Ao analisar os pedidos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou medidas genéricas que poderiam impedir manifestações de sindicatos e organizações estudantis.
Professores maranhenses defendem reeleição de Lula
A mobilização em defesa da reeleição de Lula também se soma a um manifesto lançado em 13 de outubro por docentes da UFMA, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL).
O documento destaca a expansão e a interiorização do ensino superior e técnico durante os governos Lula, assim como a ampliação das oportunidades educacionais para jovens de famílias trabalhadoras. Os signatários também alertam para os riscos que, em sua avaliação, o retorno da extrema direita ao governo federal representa para a educação pública, a ciência, os direitos sociais e a democracia.
A mobilização dos professores maranhenses integra um movimento nacional do ANDES-SN, que convocou suas seções sindicais a participar de atividades em defesa da reeleição de Lula. Para a entidade, a disputa presidencial ultrapassa a escolha de um governante e envolve os rumos das políticas públicas, a preservação dos direitos trabalhistas e a autonomia das instituições de ensino.