O Sindicato dos Bancários do Maranhão (Seeb-ma) emitiu um alerta sobre o agravamento das condições de trabalho no Banco do Brasil, denunciando o aumento da sobrecarga nas agências, a insegurança entre os funcionários e o risco de retrocessos em direitos históricos da categoria. Segundo a entidade, medidas impostas “de cima para baixo” pela direção do banco têm provocado insatisfação e adoecimento entre os trabalhadores.
Na sede do Banco do Brasil, em Brasília, a diretoria estaria tentando impor aos assessores uma carga horária de oito horas diárias — o que, segundo o sindicato, representa uma afronta ao direito histórico à jornada de seis horas conquistado pela categoria.
No Maranhão, a situação seria ainda mais crítica. O Seebma relata falta de pessoal em agências do interior, ritmo de trabalho insustentável e casos de descomissionamentos que vêm gerando apreensão entre os bancários pela falta de isonomia, transparência e critérios claros, apesar das justificativas apresentadas pela Superintendência Estadual.
O sindicato também aponta para o desmonte do serviço de caixa, com a transformação de agências em “lojas” e o consequente corte de gratificações, o que, na avaliação da entidade, precariza o atendimento à população e desvaloriza o trabalho dos bancários.
Além disso, a queda do lucro do Banco do Brasil em 2025 já estaria repercutindo no cotidiano dos trabalhadores, com aumento da pressão por resultados, mais cobranças e menor valorização profissional.
“É hora de resistir! O banco quer fazer com os direitos o mesmo que fez com a Cassi: fazer cortes e empurrar a conta pro nosso bolso. Precisamos nos mobilizar!”, alertou o coordenador do Seebma, Rodolfo Cutrim.