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Santa Inês! Quilombo Onça denúncia gravíssimas ameaças

Foto: Divulgação

O assunto aqui é uma questão de segurança pública, regularização fundiária e Direitos Humanos. O Quilombo Onça, localizado no município maranhense de Santa Inês, denuncia estar sofrendo graves perseguições e ameaças de homens que andam a cavalo e de carro pelo território; encapuzados e armados.

Além das intimidações, os quilombolas afirmam que um fazendeiro está destruindo as plantações de roças da comunidade. A sensação junta de indignação, revolta, medo e repressão.

De acordo com a comunidade, em 2022, um dos fazendeiros teria autorizado a derrubada de mata nativa dentro do território; incluindo árvores frutíferas e uma grande área da palmeira babaçu, que impactou no sustento de mais de 50 famílias.

Para falar sobre essa questão, o Jornal Tambor de quinta-feira (11/04) entrevistou Raimundo Nonato e João da Cruz.

Raimundo é uma das lideranças do quilombo. Ele também integra o Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM).

João é quilombola e também integrante do Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM).

(Veja, abaixo, a edição completa do Jornal Tambor com a entrevista de Raimundo Nonato e João da Cruz)

João disse que os quilombolas vivem há mais de um século na comunidade. Ele falou que o fazendeiro quer expulsar violentamente essas famílias de um território que pertence aos quilombolas.

João ressaltou que o Quilombo Onça foi certificado como comunidade remanescente pela Fundação Palmares, além de ter o Relatório Antropológico (RA) aprovado pelo INCRA. De acordo com ele, só faltam algumas peças do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação RTID.

Para Raimundo a sensação é de medo constante. Ele alegou que já foi perseguido e ameaçado por esses homens a mando do fazendeiro.

Leia também: Timbiras! Comunidades maranhenses enfrentam guerra química 

A liderança quilombola disse que ele e outros trabalhadores estão impedidos de trabalhar em seus roçados, por conta das ameaças.

O MOQUIBOM cobra ações urgentes do Governo Carlos Brandão relativas à Segurança Pública e ITERMA. E cobra também Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).

(Confira abaixo a edição do Jornal Tambor, com a entrevista completa de Raimundo Nonato e João da Cruz)

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