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Lesbofobia! Crime e covardia no Maranhão exige Justiça

Homofobia prevê prisão de dois a cinco anos | Foto: Divulgação

Uma covardia contra duas mulheres e duas crianças ocorrida no Maranhão exige Justiça.

Foi uma grave violação de Direitos Humanos, um crime de homofobia contra duas mulheres, que formam um casal. O caso ocorreu no município de Centro Novo do Maranhão.

Maria Gisleia e Tatyelly de Sousa foram covardemente atacadas

Foi uma violência que logo atingiu toda a família das vítimas, que inclui duas crianças: um menino de sete anos e uma menina de doze.

O Jornal Tambor de quarta-feira (22/05) entrevistou as vítimas, Maria Gisleia e Tatyelly de Sousa.

(Veja abaixo a edição completa do Jornal Tambor, com a entrevista das vítimas)

A violência ocorreu em evento promovido pela prefeitura da cidade, em homenagem ao Dia das Mães, no dia 12 maio.

E o que era pra ser festa, transformou-se em barbárie.

Uma das vítimas ganhou uma geladeira, um prêmio no sorteio promovido pela Prefeitura. Mas ela foi impedida de receber, sofrendo agressões homofóbicas (lesmobofobia)

Foi feito um Boletim de Ocorrência. Nele o agressor é identificado como Francisquinho, o locutor da festa.

Boletim de Ocorrência foi feito no mesmo dia da violência cometida

Covardia

A prefeitura reconheceu a violência cometida, pediu desculpas publicamente através de nota e disse “não compactuar com qualquer ato discriminatório quanto à orientação sexual e identidade de gênero”.

O prefeito da cidade é Joelson Almeida dos Santos, conhecido Júnior Garimpeiro.

De acordo com o casal, Francisquinho não quis entregar a geladeira para a ganhadora Maria Gisleia, dizendo que ela não poderia “ser mãe por ser lésbica, pois nunca pariu”.

As vítimas ressaltaram, que o “Francisquinho” disse que Maria “deveria participar de outro sorteio, o do Dia dos Pais”, para levar a premiação.

Tatyelly disse que sua companheira foi alvo de insultos preconceituosos ao ser chamada para receber o prêmio pelo locutor.

“Na hora eles se recusaram a entregar o prêmio para minha companheira, pelo fato da gente morar junto. Isso mexeu muito com a gente. E essa situação atingiu o emocional também dos meus filhos”, pontuou Tatyelly.

Leia também: 83 anos após proibição do futebol feminino, Brasil sediará Copa do Mundo

É caso de prisão

Prefeitura emitiu nota pedindo desculpas e dizendo não compactuar com o crime

Elas ressaltaram que as pessoas da organização do evento não fizeram nada no momento da ação homofóbica.

Maria falou que, após o ocorrido e toda a repercussão, os organizadores da premiação foram até a sua casa, para entregar a geladeira. Elas não aceitaram.

As vítimas relataram que estão extremamente abaladas psicologicamente e pedem a punição do agressor.

Em casos como esse, a lei prevê pena de dois a cinco anos de prisão. Desde 2019, a homofobia é um crime imprescritível e inafiançável no Brasil.

Governo de Carlos Brandão

A Agência Tambor entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Estado, para saber o que está sendo feito para que o crime seja punido.

Fomos informado que “a Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) está investigando o caso”, através de uma equipe da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI). E que “iniciou o trabalho de intimação de vítimas, testemunhas e demais envolvidos a fim de esclarecer o caso”.

Diante da gravidade do assunto, a Agência Tambor retornou o contato com o governo de Carlos Brandão, para saber se a Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular está acompanhando de perto o assunto. Ainda não tivemos resposta.

Gestão de Júnior Garimpeiro

Agência Tambor também entrou em contato com a prefeitura da cidade de Centro Novo do Maranhão, para saber as providências em relação ao crime. O que foi feito além da nota com o pedido de desculpas. Ainda não tivemos retorno.

(Confira abaixo a edição do Jornal Tambor, com a entrevista completa das vítimas )

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