Companhia abriu processo eleitoral para escolha dos representantes dos empregados nos Conselhos de Administração e Fiscal. (Imagem: Divulgação | Caema) A eleição para escolher os representantes dos empregados da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) nos Conselhos de Administração e Fiscal entrou oficialmente em nova etapa. Com edital publicado no início de setembro, estão abertas as inscrições de candidaturas para a gestão 2026–2028. A votação será realizada integralmente pela internet, por meio do Portal do Servidor.
O avanço do processo ocorre semanas depois de uma disputa envolvendo justamente a cadeira destinada aos trabalhadores no Conselho de Administração. Em agosto, a Comissão Eleitoral classificou como irregular a nomeação, pelo Governo do Maranhão, de um representante sem eleição direta e pediu à presidência da Caema a revogação do ato e a garantia de conclusão do processo eleitoral.
Eleição já vinha sendo preparada
Os documentos da própria Comissão Eleitoral mostram, no entanto, que a organização do pleito é anterior à controvérsia envolvendo a nomeação. A comissão foi instalada em dezembro de 2025 e, em abril deste ano, informou que seria necessário iniciar um novo processo eleitoral após a anulação da eleição realizada anteriormente.
Nos meses seguintes, representantes da Caema e do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão (STIU-MA) discutiram ajustes no regulamento, procedimentos de votação e condições de segurança do sistema. Em junho, a comissão decidiu por unanimidade que a eleição seria realizada de forma on-line, pelo Portal do Servidor.
A disputa ganhou outro peso em julho, quando foi publicada a nomeação de um representante para a vaga dos trabalhadores no Conselho de Administração para o período de 2026 a 2028. Em comunicado divulgado no mês seguinte, a Comissão Eleitoral afirmou que a escolha direta pela categoria constitui direito dos empregados e que o processo eleitoral permanecia em andamento.
Na ocasião, a comissão informou também ter protocolado pedido junto à presidência da Caema para revogar a nomeação e assegurar o direito de voto dos trabalhadores. O documento defende que a vaga seja ocupada por candidato ou candidata legitimamente escolhido pelos empregados ativos da companhia.
Inscrições seguem abertas
O edital publicado em setembro prevê a escolha de um representante dos empregados para o Conselho de Administração e de um representante titular para o Conselho Fiscal. Os mandatos terão duração de dois anos.
De acordo com o calendário eleitoral, as inscrições começaram em 4 de setembro e seguem até o dia 14. Depois haverá análise das candidaturas, período para recursos e impugnações e divulgação da lista definitiva dos concorrentes. A campanha está prevista para ocorrer em outubro.
A votação será realizada entre os dias 20 e 22 de outubro. Poderão participar empregados públicos efetivos e ativos que integrem o colégio eleitoral definido pelo edital. O voto será pessoal, direto, secreto e facultativo. O resultado preliminar deverá ser divulgado após o encerramento da votação, e a previsão é que o resultado final seja publicado em 30 de outubro.
Direito de escolha esteve no centro da disputa
A eleição direta foi também o ponto central da entrevista concedida pelo secretário de Assuntos Jurídicos do STIU-MA, Wellington Diniz, ao programa Dedo de Prosa, da Agência Tambor. Ao comentar a disputa pela cadeira no Conselho de Administração, ele defendeu que a representação seja definida pelos próprios empregados.
“O que os trabalhadores querem, naturalmente, é que sejam eles que escolham o seu representante”, disse Wellington Diniz ao programa Dedo de Prosa.
Com a publicação do edital, o processo que vinha sendo discutido desde 2025 passa agora para uma fase decisiva. A Comissão Eleitoral orienta os empregados a manterem atualizados os dados necessários para acesso ao Portal do Servidor, onde ocorrerá a votação, e reforça a participação da categoria na escolha dos representantes que ocuparão os dois conselhos da Caema.
O outro lado
Em resposta encaminhada à Agência Tambor após reportagem anterior sobre a disputa, a Caema informou que o processo eleitoral foi convocado por edital e afirmou que o certame segue a Lei das Estatais, o acordo coletivo e as normas internas da companhia.