Skip to main content

Professores das universidades estaduais cobram valorização e mantêm mobilização no Maranhão

SINDUEMA aponta perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos e cobra valorização da categoria. (Foto: Acervo UEMA)

Docentes da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL) seguem mobilizados em defesa de reajuste salarial e cobram do Governo do Estado uma resposta concreta às reivindicações da categoria. A expectativa se concentra nesta sexta-feira (27), data em que o Palácio dos Leões deve anunciar uma proposta.

A mobilização é conduzida pelo Sindicato dos Docentes das Universidades Estaduais Públicas do Maranhão (SINDUEMA), que aponta perdas salariais acumuladas ao longo dos últimos anos e cobra valorização da carreira docente. Segundo a entidade, apesar de sinalizações positivas, o governo ainda não apresentou medidas efetivas.

“É uma luta longa, que já vem de anos, e que tem deixado a categoria apreensiva à espera de um posicionamento concreto”, afirmou o presidente do sindicato, João Coelho. A declaração foi dada em entrevista ao programa Dedo de Prosa, da Agência Tambor.

[Veja na integra a entrevista ao final desta matéria.]

De acordo com o dirigente, o movimento foi intensificado a partir de janeiro deste ano, quando a pauta de reivindicações foi protocolada junto ao governo estadual. Desde então, a categoria tem mantido mobilizações nos campi, nas redes sociais e em espaços públicos de debate.

Coelho destaca que houve ao menos três promessas de anúncio de reajuste, nenhuma delas concretizada até o momento. “Nós já aguardamos esse anúncio em outras ocasiões. Agora, a expectativa é que, de fato, ele aconteça e traga algum ânimo para a categoria”, disse.

O sindicato estima que as perdas salariais dos docentes ultrapassem 50% nos últimos 14 anos. Para a entidade, a recomposição é fundamental não apenas para os professores, mas para o funcionamento das universidades. “É um prejuízo para a categoria, para os estudantes e para toda a sociedade. A universidade é um vetor de desenvolvimento do estado”, afirmou.

Outro ponto levantado pelo SINDUEMA é a execução orçamentária das instituições. Segundo Coelho, em 2024, a UEMASUL teve pouco mais de um quarto do orçamento executado, enquanto a UEMA ficou abaixo da metade. “O orçamento comporta o reajuste. O que falta é vontade política e respeito à lei orçamentária”, criticou.

Apesar da pressão, o sindicato afirma que não há, neste momento, indicativo de greve. No entanto, não descarta novas mobilizações caso não haja avanço nas negociações. “O sindicato não tem interesse em paralisação, mas a decisão é da base. Se não houver anúncio, a categoria será convocada para decidir os próximos passos”, explicou.

Além do reajuste, a pauta inclui a realização de concursos públicos e a redução da dependência de professores substitutos, que hoje representam cerca de 40% do quadro docente. Segundo o sindicato, esse modelo compromete atividades essenciais como pesquisa, extensão e inovação.

A expectativa agora gira em torno do anúncio do governo. “Esperamos que venha uma proposta que motive a categoria e permita iniciar o semestre com mais tranquilidade”, concluiu Coelho.

[Veja a entrevista na integra de João Coelho ao programa Dedo de Prosa.]

Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários

0
Adoraria saber sua opinião, comente.x

Acesso Rápido

Mais buscados