O assunto envolve propina em dinheiro — muito dinheiro.
Trata-se de um caso que expõe aspectos sensíveis da tão mencionada democracia brasileira.
Haverá impunidade em relação aos crimes atribuídos a Nelma Sarney? Quem vai cobrar o Judiciário para que a impunidade não prevaleça?
Na semana passada, em 11 de novembro, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tomou mais uma decisão relacionada à desembargadora Nelma Sarney, do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).
Nelma — cunhada do ex-senador José Sarney — é apontada pelo CNJ, como integrante de uma “organização criminosa estruturada”, que articularia decisões judiciais fraudulentas.

A denúncia do esquema envolve pagamento de propina em dinheiro e a participação de outros desembargadores e juízes do Maranhão.
O caso de corrupção, com anos de duração, também é tratado na esfera criminal e tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
No CNJ, a decisão de 11 de novembro determinou a abertura de um novo processo disciplinar contra Nelma e outros magistrados.
As denúncias envolvendo a desembargadora, especialmente após a recente decisão do CNJ, já foram registradas por veículos como Folha, UOL, CartaCapital, Estadão, IstoÉ, entre outros em todo o país.
Mas, no Maranhão — estado ainda marcado pela influência de oligarquias familiares — o assunto seguiu nos últimos dias sem receber a atenção necessária…