Representantes de dioceses, pastorais e organismos da Igreja Católica participaram da 22ª Assembleia Regional de Pastoral da CNBB, em Imperatriz, que definiu as prioridades do novo Plano Pastoral para o Maranhão. (imagem: CNBB) A 22ª Assembleia Regional de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) definiu as prioridades que vão orientar a ação evangelizadora da Igreja Católica no Maranhão entre 2026 e 2032. Realizada entre os dias 9 e 12 de julho, em Imperatriz, a assembleia reafirmou o cuidado com a Casa Comum, a inclusão de grupos vulneráveis e a formação das comunidades como eixos do novo Plano Pastoral, com a participação do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Maranhão.
O Cimi Maranhão foi representado pela coordenadora conselheira Madalena Borges. Ao longo dos quatro dias de atividades, representantes das dioceses, pastorais e organismos da Igreja avaliaram o plano pastoral anterior, discutiram a conjuntura social e eclesial do estado e construíram o novo Plano Regional de Pastoral do Regional Nordeste 5 da CNBB.
O novo plano mantém entre as prioridades o cuidado com a Casa Comum, o fortalecimento da atuação junto à juventude, a ampliação da inclusão de minorias e pessoas com deficiência e o investimento na formação permanente das comunidades. O objetivo geral das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil foi mantido, com adaptações à realidade maranhense.
As discussões também abordaram a vulnerabilidade social e econômica do Maranhão, que registrou, em 2024, o menor Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) entre as unidades da Federação, segundo o Radar IDHM, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), pela Fundação João Pinheiro e pelo IBGE. Representantes das dioceses também compartilharam avaliações sobre as principais demandas dos territórios e experiências relacionadas à defesa da vida, dos direitos das populações e da preservação ambiental.
Para o Cimi Maranhão, a participação no encontro reforça o compromisso da entidade com a defesa dos povos indígenas e com a construção de uma Igreja comprometida com os direitos humanos, a justiça socioambiental e a proteção dos territórios tradicionais. Em publicação nas redes sociais, o regional destacou que a assembleia representou “um passo importante para uma Igreja sinodal e em saída” e reafirmou o compromisso com “a defesa dos povos indígenas”.
O Plano Regional de Pastoral 2026-2032 será finalizado nos próximos meses, após revisão do Conselho Regional de Pastoral e da presidência do Regional Nordeste 5. O documento vai orientar a ação evangelizadora da Igreja Católica no Maranhão nos próximos anos.