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Urbano Santos! Comunidade Jussaral pede socorro

Entrevista com Raimundo no Jornal Tambor no dia 25 de junho

A comunidade de Jussaral, localizada no município maranhense Urbano Santos (MA), pede “socorro” ao poder público.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, registrado na delegacia do município, Jussaral tem sofrido ataques de plantadores de soja, chamados de gaúchos, que segundos os moradores, tentam se apropriar do território.

Eles denunciam ataques aos animais, desabastecimento de água, desmatamento e recentemente relatam que não estão podendo transitar pelo território.

De acordo com o B.O, homens, a mando desses gaúchos, cortaram os arames e arrancaram os Mourões da cerca que divide a área da comunidade e a área da Associação. Ao mesmo tempo que falavam “se vocês entrarem para impedir, a gente vai matar vocês”.

(Confira abaixo o Boletim de Ocorrência, junto a um Termo de Declaração)

Em entrevista ao Jornal Tambor de terça-feira (25/06), Raimundo Rodrigues, morador da comunidade, falou que essa situação é algo que vem acontecendo constantemente no território e que essas ameaças acabam dificultando a vida de várias famílias, que moram em Jussaral e dependem do território para sobreviver.

(Veja, ao final deste texto, o Jornal Tambor com a íntegra da entrevista de Raimundo)

A comunidade tem recebido apoio da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Maranhão (FETAEMA), Fórum Carajás e Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos.

Todas essas organizações têm reforçado as denúncias. Além disso, a comunidade já foi visitada pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular.

Segundo relato dos moradores, em março deste ano, fazendeiros teriam utilizado cães pitbull para intimidar a comunidade. Além disso, o desmatamento tem crescido na região por conta do agronegócio.

“A comunidade tentou por diversas vezes impedir o desmatamento. Hoje a chapada está sofrendo com a derrubada de palmeiras”, relatou o morador.

Raimundo falou que a comunidade corre risco de vida. E que se nada for feito muitas pessoas, incluindo crianças e idosos, vão perder suas terras.

(Confira abaixo a edição do Jornal Tambor, com a entrevista completa de Raimundo)

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