Votos do prefeito Eduardo Braide no Conselho da Cidade decidirão sobre as desgraças que vem sendo provocadas por Alumar, Vale e Eneva. (imagem: Acervo de Rede) É literalmente uma questão de vida ou morte, que depende das decisões de Eduardo Braide e Carlos Brandão.
O município de São Luís precisa que sua Lei de Uso e Ocupação do Solo proíba a queima de carvão mineral realizada pelas empresas Alumar, Vale e Eneva.
O processo para a aprovação dessa lei em favor da vida já está em curso e envolve diretamente o Conselho da Cidade de São Luís (Concid).
O Conselho tem poder deliberativo e conta com integrantes indicados pelo governo do Estado (Brandão), pela prefeitura de São Luís (Braide) e por organizações da sociedade civil.
A lei precisa levar em conta que o número de mortes em consequência de câncer e de doenças respiratórias em São Luís tem crescido acima da média nacional.
Além disso, os peixes da ilha estão contaminados por metais pesados, e a qualidade do ar na capital maranhense permanece péssima.

Dinheiro, morte e desinformação
O problema mortal não é enfrentado como deveria, por conta dos interesses financeiros da Vale, Alumar e Eneva.
Na prática, o lucro dessas empresas bilionárias está sendo colocado acima do direito à vida na ilha de São Luís.
O dinheiro das empresas banca o silêncio prolongado e a desinformação. É um fato.
Ao queimar carvão mineral, Vale, Alumar e Eneva provocam a emissão de dióxido de enxofre — um gás altamente poluente e mortal.
Esses graves problemas em São Luís são confirmados por dados oficiais diários e pesquisas científicas. Portanto, existe urgência na proibição. Trata-se de uma questão de saúde pública.
Alerta geral! Dia 17 de março
Uma proposta trabalhada por organizações sociais prevê a proibição da queima de carvão mineral na Ilha de São Luís por seis anos.
Esta proposta foi aprovada no Conselho da Cidade, para ser encaminhada à Câmara Municipal de São Luís, como item da Lei de Uso e Ocupação do Solo.
Um novo problema – que merece a máxima atenção – é que outra proposta, apresentada ao Conselho da Cidade sob a liderança da Alumar e do governo de Carlos Brandão (através da Emap), prevê uma transição energética ao longo de 15 anos, permitindo a continuidade da queima de carvão mineral em São Luís durante todo esse período.
A Alumar e os representantes do governo Brandão podem impor essa proposta absurda na reunião do Conselho da Cidade que ocorrerá no dia 17 de março, terça-feira, a partir das 14h, no auditório da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação, no Centro de São Luís.

O prefeito Eduardo Braide, por meio de diferentes representantes da Prefeitura de São Luís, tem vários votos no Conselho da Cidade.
Os votos de Braide são decisivos. Na prática, se o prefeito apoiar a proposta da Alumar, apresentada junto com o governo de Carlos Brandão (Emap), ele também estará assinando novas sentenças de morte na Ilha, por causa da emissão de gases letais.
Vamos ficar de olho em todos os votos do Conselho da Cidade, no dia 17 de março. É vida ou morte.