A tragédia envolveu dois policiais militares. Um deles cometeu um homicídio, e o outro, uma tentativa de homicídio.
O episódio ocorreu nas primeiras horas do dia 1º de janeiro, na cidade de São Luís do Maranhão.
Os policiais estavam de folga. Eles brigaram entre si e decidiram trocar tiros durante a festa de Ano-Novo, realizada na Avenida Litorânea.
Um deles morreu na hora; o outro foi levado para o hospital, baleado.
Cabe ao jornalismo — comprometido com o interesse público — tratar deste assunto ressaltando a sucessão de absurdos e os gravíssimos problemas que envolvem o caso.
Servidores públicos?
A barbárie não se resume aos tiros trocados e às suas consequências. O comportamento dos policiais envolvidos é outra calamidade.
A Polícia Militar do Maranhão, enquanto instituição, está evidentemente exposta. O caso revela o grave problema da formação de profissionais que deveriam ser agentes de segurança pública.
O que leva um policial — que está de folga — a portar uma arma de fogo em uma grande festa realizada em local público, reunindo uma multidão que consome bebida alcoólica?
Que tipo de segurança a sociedade maranhense tem diante das posturas desses servidores públicos?
É obrigação dos policiais saber que as armas que eles carregam na cintura são para a defesa da sociedade. É o básico! É o mínimo!
As armas são do Estado, compradas com dinheiro público. São ferramentas para a nossa segurança, não para a prática de crimes ou atos de covardia e violência.