
Denúncias vindas do município maranhense de Santa Quitéria, na região do Baixo Parnaíba, apontam graves problemas relacionados ao lixo e à pulverização de agrotóxicos na região.
Os impactos atingem várias comunidades, incluindo famílias que vivem da pesca e da agricultura familiar.
A queixa fala de destruição de rios e matas, poluição do solo, casos de câncer e problemas de pele em pessoas que moram na região.
As comunidades pedem soluções urgentes das autoridades competentes.
O Jornal Tambor de segunda-feira (31/03) entrevistou João Sousa e Manoel Silva, ambos integrantes do Centro Cultural da Diversidade de Santa Quitéria e moradores do município.
(Veja, ao final deste texto, o Jornal Tambor com a íntegra de João Sousa e Manoel Silva)
Segundo Manoel são cerca de 21 comunidades que estão sendo afetadas negativamente devido ao uso excessivo de agrotóxicos.
“O problema é fruto do avanço do agronegócio em nossa região. São famílias que tiram seu sustento através da pesca, do seu roçado e de atividades extrativistas. Já percebemos as consequências na área. Tinhamos um bacurizal muito grande, mas hoje não existe mais por conta do desmatamento”, afirmou o morador.
Os entrevistados alegaram que não há preocupação do poder público em tentar acabar ou limitar o uso de veneno no local.
João lembrou que há um projeto de lei em tramitação na Câmara de Vereadores da cidade, que prevê o uso limitado de agrotóxicos no município, mas requer força popular para dar continuação ao processo.
“Estamos colhendo assinaturas. Esse projeto vai amenizar nosso problema, mas é importante fazer com que nossa denúncia traga algum efeito para a nossa luta contra esse desastre ambiental”, reivindica João.
O outro lado
Nossa equipe entrou em contato com o poder executivo da cidade sobre a denúncia. Assim que obtivemos retorno, esta matéria será atualizada.
(Confira abaixo a edição do Jornal Tambor, com a entrevista completa de João Sousa e Manoel Silva)