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Lucro em alta e impasse na PLR: trabalhadores cobram valorização na VLI

Trem da VLI em operação: crescimento bilionário da empresa contrasta com impasse sobre a PLR dos trabalhadores ferroviários. (Imagem: acervo rede)

O crescimento das operações da VLI, uma das maiores empresas de logística do país, entrou no centro de um novo impasse com trabalhadores ferroviários. Com bilhões investidos em infraestrutura e aumento no volume transportado, o sindicato da categoria cobra uma distribuição mais justa dos resultados por meio da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Dados recentes da empresa apontam investimento de cerca de R$ 3,5 bilhões e movimentação de 43,5 bilhões de toneladas por quilômetro útil (TKU), com alta de 4%. Para o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins (STEFEM), os números reforçam que não há justificativa para restrições na remuneração variável dos trabalhadores.

“Não se pode admitir que uma empresa que apresenta resultados tão positivos deixe de valorizar quem faz esses números acontecerem”, afirma a entidade.

O tema foi discutido em reunião realizada no último dia 6 entre representantes do sindicato e da empresa, que tratou do programa de PLR referente a 2026, com pagamento previsto para 2027.

Durante o encontro, o STEFEM apresentou propostas para ampliar a participação dos trabalhadores nos resultados. Entre os pontos defendidos estão o adiantamento de um salário ainda em 2026, a inclusão de adicionais de turno e periculosidade no cálculo e a manutenção do indicador EBITDA no mesmo patamar do ano anterior.

Até o momento, apenas o congelamento do EBITDA foi aceito pela empresa, mantendo o teto de pagamento em até 4,5 salários. Os demais pontos seguem sem acordo.

Uma das principais preocupações do sindicato é a proposta da empresa de incluir o volume transportado no bloco de metas corporativas. Para o STEFEM, a mudança pode impactar negativamente o cálculo da PLR, reduzindo o valor final a ser recebido pelos trabalhadores.

Diante disso, o sindicato solicitou acesso à íntegra do programa para análise detalhada. A entidade afirma que só levará qualquer proposta para assembleia após garantir que não haverá perdas para a categoria.

“O posicionamento é claro: não aceitaremos medidas que prejudiquem direitos ou reduzam a renda dos trabalhadores”, reforça o sindicato.

O STEFEM também afirma que seguirá acompanhando as negociações e mobilizando a categoria caso não haja avanço nas tratativas.

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