
O Festival Marielle Vive mantém viva a luta por justiça e honra a memória de Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro, e Anderson Gomes, seu motorista, assassinados a tiros em 2018, na capital carioca. O evento foi realizado no dia 14 de março, em São Luís.
Após sete anos do assassinato a pergunta “Quem Mandou Matar Marielle e Anderson?” continua sem resposta.
A ação contou com representantes de organizações e movimentos sociais, professoras e ativistas discutindo sobre tudo aquilo que Marielle representou em vida e representa até hoje.
O Jornal Tambor de quarta-feira (19/03) entrevistou Creuzamar de Pinho.
Creuzamar foi a primeira vereadora quilombola e negra do PT eleita em São Luís. É assistente social, mãe e ativista. Hoje, está à frente da União por Moradia Popular do Maranhão.
(Veja, ao final deste texto, o Jornal Tambor com a íntegra de Creuzamar)
Segundo a ativista, o Festival foi um momento de resgatar memórias, reafirmando a importância do legado deixado por Marielle e suas sementes. Foi também um grito vivo por justiça e pelo fim da violência política de gênero.
“O encontro foi lindo. As mulheres negras continuam sendo sub representadas, mas a luta de Marielle tem nos impulsionado a ocupar espaços de poder e deixar claro que quem fala sobre nós, somos nós”, afirmou Creuzamar.
Ela destacou a necessidade de continuar pedindo justiça por Marielle e tantas outras mulheres vítimas de violência, principalmente, as negras.
Creuzamar também chamou atenção para importância do trabalho dos movimentos populares e das organizações sociais na luta por justiça, mantendo a memória em força coletiva na construção de um mundo mais justo e seguro para nós e para as futuras gerações.
(Confira abaixo a edição do Jornal Tambor, com a entrevista completa de Creuzamar)