
Moradores das comunidades Taim, Limoeiro, Tiradentes, Rio dos Cachorros e Porto Grande cobram do governo do Estado do Maranhão e da Prefeitura de São Luís melhorias na Estrada do Porto Grande, localizada na Zona Rural da capital.
Segundo as denúncias, há mais de 20 anos as comunidades sofrem com as péssimas condições da via que liga a BR-135 ao Porto Grande.
Entre os problemas estão a falta de transporte público, moradores sem acesso à saúde, falta da coleta de lixo e alunos isolados sem ter como ir à escola, comprometendo o direito de ir e vir dos moradores – prerrogativa garantida na Constituição Federal.
Em resposta ao problema, as comunidades se uniram e interditaram a Estrada do Porto Grande, no dia 10 de março, em protesto por melhorias na infraestrutura da área, principalmente a pavimentação das vias.
Para falar sobre esse assunto, o Jornal Tambor de terça-feira (11/03) entrevistou Beto do Taim e Fran Gonçalves. Ambos são moradores das comunidades que reivindicam infraestrutura adequada na estrada.
(Veja, ao final deste texto, o Jornal Tambor com a íntegra de Beto e Fran)
Os moradores afirmam que, a partir de um acordo com o Ministério Público Estadual, a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado teriam assumido a responsabilidade pela obra, que beneficiaria as comunidades de Taim, Limoeiro, Tiradentes, Rio dos Cachorros e Porto Grande.
Mas eles alegam que até o momento nada foi feito, o que acaba deixando os moradores indignados e impedidos de saírem de suas casas, devido às condições da rota de acesso.
“A via é muito ruim. Não conseguimos sair de casa pra resolver nossas coisas. O ônibus deixou de circular nos bairros desde o dia 06 de março e nunca mais voltou. Nós estamos pedindo ao poder público que resolva o quanto antes essa situação”, relatou Fran.
De acordo com a moradora, a Estrada fica pior quando chove e fica coberta por lama. Ela reforçou que a movimentação de veículos na passagem é grande o que exige melhorias urgentes.
Para Beto, “é triste ver toda essa realidade da Estrada, porque coloca em risco a vida dos pedestres, motoristas e motociclistas que trafegam na área”.
Ele ressaltou que a precariedade das ruas atola os veículos e quebra os ônibus. Conforme Beto, a última revisão da Estrada foi realizada no ano de 2002.
O morador concluiu: “Em 2012 também interditamos essa Estrada cobrando soluções e tivemos como resposta a presença de um batalhão de choque, com a prisão de dois adolescentes. O poder público tem que ter responsabilidade com o que fala nas campanhas para debatermos de forma séria”.
O outro lado
Diante da urgência da denúncia, a Agência Tambor entrou em contato com a Prefeitura de São Luís e o Governo do Maranhão, para saber o que os órgãos têm a dizer em relação às demandas apresentadas pelos moradores nesta matéria.
Segue posição oficial, hoje dia 11 de março:
A Secretaria de Estado da Infraestrutura (Sinfra) informa que, em reunião com o Ministério Público do Maranhão (MPMA) e representantes da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) sobre a recuperação da estrada de Porto Grande, em São Luís, “a Semosp ficou responsável por realizar um serviço de recuperação da via para amenizar a situação até o início da execução do projeto definitivo, previsto para quando cessarem as chuvas”.
A Sinfra esclarece, ainda, que a execução dos serviços será dividida entre o Estado e o município, conforme alinhamento com o Ministério Público do Maranhão (MPMA).
Já a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (Semosp) informa “que o projeto executivo já foi apresentado em reunião, com participação da Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e entidades governamentais. A Semosp comunica, ainda, que o Ministério Público segue coordenando ações em conjunto com as empresas da região, Secretaria de Obras do Município e Secretaria de Infraestrutura do Estado, para dar andamento às tratativas de execução do projeto”.
Para garantir a trafegabilidade e o direito de ir e vir da população, assim como serviços essenciais, a Semosp informa que está executando ações corretivas para recuperar a via.
Fonte: Sinfra e Semosp
(Confira abaixo a edição do Jornal Tambor, com a entrevista completa de Beto e Fran)