
“Muitas pessoas inocentes já morreram lutando por suas terras no Maranhão”
A afirmação é de Raimundo Ribeiro, uma das lideranças do Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM). Ele esteve acampado na sede do INCRA, no Maranhão, entre os dias 21 e 25 de outubro e concedeu uma entrevista ao Jornal Tambor na quarta-feira, 23 de outubro.
(Veja, ao final deste texto, a íntegra da entrevista de Raimundo.)
Segundo Raimundo, os assassinatos no estado ocorreram devido ao “descaso e negligência da gestão pública”. Ele destacou que, com a ocupação, “estamos apenas exigindo que nossos direitos sejam respeitados”.
O dirigente do MOQUIBOM afirmou que “essa situação faz do Maranhão o estado que mais assassina quilombolas no Brasil”.

Sobre a ocupação do INCRA, Raimundo explicou que o movimento cobra “celeridade nos processos de regularização fundiária, uma pauta apresentada pelo MOQUIBOM desde 2011”. Segundo ele, mais de 400 processos administrativos de comunidades quilombolas estão pendentes no INCRA-MA.
Ele também mencionou que mais de mil comunidades são impactadas pelo avanço da grilagem e do agronegócio sobre as terras maranhenses, o que resulta na intensificação da violência contra essas pessoas e seus modos de vida.
Leia também: No Maranhão da grilagem de terras: Quilombolas ocupam INCRA e cobram governo Lula
Raimundo ressaltou que a violência tem aumentado em praticamente todos os territórios quilombolas do Maranhão. Ele enfatizou que “as comunidades não aguentam mais esperar” e que “é urgente encontrar uma solução para essa violência”.
(Confira abaixo a edição do Jornal Tambor, com a entrevista completa de Raimundo.)